Pela sexta semana consecutiva, o preço do boi gordo em Mato Grosso registra recuo

Nota metodológica: O Imea alterou sua metodologia da utilização da capacidade frigorífica instalada. O Instituto realiza e divulga o nível de utilização da capacidade frigorífica instalada em Mato Grosso desde jan/10 e utilizava como base para a conta todas as plantas frigoríficas que existiam no Estado, independentemente se o SIF destas plantas estavam ativos ou não. Além disto, não incluía nesta conta as plantas com Selo de Inspeção Estadual (Sise). Dito isto, com o intuito de buscar maior acuracidade nas informações divulgadas, o Imea passa a divulgar agora a utilização da capacidade frigorífica instalada apenas com plantas que detêm SIF ativos no Ministério da Agricultura (Mapa) e inclui nesta conta a capacidade instalada das plantas frigoríficas com Sise (informação coletada através do Indea-MT), que passam atualmente por um processo de adesão ao Sisbi-POA e ganham importância no abate mato-grossense.

– Pela sexta semana consecutiva, o preço do boi gordo em Mato Grosso registra recuo, desta vez a desvalorização foi de 0,63%, cotado a R$ 120,00/@.
– Depois de quatro semanas com baixas e dificuldades em comercialização, o preço do bezerro de ano voltou a subir e nesta semana encerrou cotado a R$ 1.081,14/cab, 1,49% a mais no comparativo semanal.
– Todos os equivalentes apresentaram quedas nesta semana, com destaque para o equivalente físico, cujo recuo foi de 2,84% em relação à semana anterior.
– A relação de troca boi/bezerro retraiu novamente nesta semana, e atingiu a marca de 1,89 cab/cab, justificada pelas consecutivas quedas nos preços da arroba do boi gordo neste mês.

RECUO: O IBGE disponibilizou nesta semana os dados da produção de carne bovina no Brasil, referentes ao pri- meiro trimestre de 2017. Com números finais de 1,79 milhão de toneladas, a produção de carne bovina brasi- leira no primeiro trimestre exibiu recuo de 0,68% na comparação com 2016. Como o abate total cresceu 0,68%, as responsáveis por esta redução na produção de proteína são as fêmeas, visto que no comparativo com 2016 a participação de fêmeas na linha de abate cresceu 4,6 p.p. Como as fêmeas abatidas no Brasil geram em média 27% menos carne que os machos, houve diminuição no total produzido. Em Mato Grosso o cenário foi parecido, mas com quedas mais intensas, a produção reduziu 2,83% e o abate registrou queda de 0,05%. Com a paralisação de frigoríficos em abril/17, devido aos reflexos da operação Carne Fraca, o segundo trimestre de 2017 pode não indicar uma recuperação na produção.

Observações:
8 – Considera-se para o cálculo do equivalente físico do boi gordo um animal de 17 arrobas ou 255 quilogramas de carcaça; 49% do peso advém do traseiro com osso, 39% do dianteiro com osso e 12% da ponta de agulha, todos os cortes com osso no atacado.
9 – Consideram-se para o cálculo equivalente físico do boi gordo + couro/sebo os pesos dos cortes cárneos com osso e o peso do couro e sebo obtido no abate de um bovino.
10 – Consideram-se para o cálculo equivalente físico do boi gordo + couro/sebo + subprodutos o peso dos cortes cárneos com osso no atacado, o peso do couro e sebo e os pesos dos subprodutos da indústria.
11 – Consideram-se para o cálculo equivalente dos cortes desossados + couro/sebo + subprodutos o peso dos cortes cárneos desossados no atacado, o peso do couro e sebo e o peso dos subprodutos da indústria.
12 – Para o cálculo da relação de troca entre o boi gordo e o bezerro de 12 meses considera-se um boi gordo de 17 arrobas.

Fonte: Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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