Bellman investe em prova de ganho de peso com marcadores moleculares

Prova de ganho de peso com marcadores moleculares testa linhagens parentais de bovinos

Com o apoio da Bellman Nutrição Animal, a 1ª Prova de Ganho de Peso a Pasto de Linhagens Parentais realizada pela Excegen Genética chega ao final de sua primeira fase com resultados positivos. No projeto foram utilizados 128 garrotes nelorados, sob as condições ambientais predominantes no Brasil, que passaram por testes para identificar os animais que têm a melhor constituição genética para ganho de peso. O diferencial dessa para outras provas de ganho de peso a pasto foi o objeto de estudo: linhagens parentais de bovinos.

Esta é a primeira vez no Brasil – e, possivelmente, no mundo – que uma prova de ganho de peso (PGP) a pasto testa linhagens parentais de bovinos, comparadas com uma linhagem terminal. “Não temos conhecimento desse tipo de estudo em nenhum lugar do mundo. Os resultados desse experimento poderão influenciar o futuro da nossa pecuária”, comenta Sergio Dani, diretor-presidente da Excegen e coordenador técnico do projeto.

O que a Excegen defende é que os campeões das provas de ganho de peso geralmente são produtos terminais que carregam uma receita de sucesso de combinações de genes e outros fatores epigenéticos ainda pouco compreendidos pelos criadores e pesquisadores. Na prática, isso significa que para obter bons resultados, devem-se cruzar os animais das linhagens parentais selecionadas que, apesar de não serem campeões de prova, produzirão esses campeões.

Por meio de suas pesquisas com marcadores moleculares, a Excegen Genética consegue separar tipos genética e metabolicamente distintos de gado zebuado branco, que constituem suas linhagens parentais. Uma vez acasalados entre si, os animais destas linhagens parentais produzem descendentes terminais que apresentam um rendimento de carcaça superior àqueles observados nos seus genitores. Isto é o equivalente a um “cruzamento industrial”. Uma diferença fundamental é que esse cruzamento é feito dentro de uma única raça ou tipo. Outra diferença é que as linhagens parentais são selecionadas e aprimoradas visando à otimização da sua complementaridade. Algo semelhante já foi feito na indústria de suínos e aves, com resultados positivos.

Para realizar essa primeira prova de linhagens de bovinos, que ocorreu na Estação de Genética Experimental de Paracatu (MG), a Excegen associou-se a um grupo de empresas. Todos os animais participantes foram selecionados na Fazenda Pirapitinga, do Grupo Brascan; os fornecimentos de endectocidas e vacinas foram da Vallée; a balança foi cedida pela Beckhauser, e toda a suplementação mineral foi fornecida pela Bellman, que disponibilizou os produtos Lambisk S e BellNutri 90 . Na segunda etapa, os abates técnicos serão feitos no Frigorífico Independência, em Janaúba. A prova também contou com o acompanhamento do SBCert – Serviço Brasileiro de Certificações, o financiamento da FAPEMIG – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais e o apoio da Fundação Acangaú.

Resultados preliminares

Com início em outubro de 2006, a primeira fase da PGP dos garrotes, dos 13 aos 18 meses de idade, foi encerrada em junho de 2007. Durante esse período, os animais foram pesados e medidos seis vezes – além da pesagem inicial de nivelamento. Os resultados preliminares mostraram que a variabilidade de ganho de peso neste grupo representativo de nelores pode ser dividida com o auxílio dos marcadores genético-moleculares.

As linhagens ou subgrupos segregados por essa seleção apresentaram diferenças significativas nas médias de ganho de peso. Os animais terminais, resultantes da combinação de marcadores das linhagens parentais, ganharam, em média, mais peso que os animais parentais. Até o momento, os resultados da PGP com a linhagem terminal têm apontado um ganho genético da ordem de 5% aos 18 meses. O aspecto da curva de crescimento sugere que esse ganho deverá se manter até o momento do abate. O ganho de peso médio das linhagens parentais femininas – Alfa e Pi – é semelhante. Mais exigente, a linhagem parental masculina – Beta – é a que tem apresentado o pior desempenho a pasto.

Os 103 animais destinados aos abates técnicos serão mantidos a pasto até o ponto de terminação, numa segunda etapa que ainda pode durar entre seis e dez meses. Nesta época, está previsto um Dia de Campo em Paracatu. Outros 25 bovinos que participaram desta etapa inicial seguirão para exames que irão comprovar suas aptidões para programas de reprodução e multiplicação de linhagens da Excegen.

Nutrigenômica

Além dos aspectos puramente genéticos, essa prova de ganho de peso também possibilita a análise do experimento pela perspectiva da Nutrigenômica, área que estuda a interface entre genética e nutrição. Recebendo mais atenção nos últimos cinco anos, essa ciência, no futuro, deverá ser uma ferramenta significativa para definir qual a melhor alimentação para cada espécie animal. Mais freqüente em aves e suínos, esse estudo é de extrema importância aos produtores que buscam melhor reprodução, maior produção, um aumento da longevidade, resistência a doenças e baixos custos na alimentação dos animais.

“Com o desenvolvimento das pesquisas com o auxílio dos marcadores genéticos, é provável que um novo caminho para a seleção e melhoramento de bovinos seja trilhado, o que certamente trará melhores resultados para nossos clientes”, comenta Marcos Mantelato, sócio-diretor da Bellman. Para ele, o conhecimento da aptidão original do animal permitirá escolhas mais embasadas para ganho de peso, conformação de carcaça e precocidade, o que exigirá um profissionalismo crescente por parte do pecuarista. “Neste aspecto, a Bellman também será beneficiada, à medida que seus produtos são destinados, notadamente, àqueles que medem e buscam resultados superiores e comprovados – daí a importância de participarmos desse tipo de experimento”, afirma.

Sobre a Bellman Nutrição Animal

Fundada em 1991, a Bellman é hoje referência no setor de nutrição pecuária do País. Com resultados comprovados a campo e por renomadas instituições de pesquisa, como Esalq/USP, Unesp e Apta/IZ, produz mais de 50 tipos de suplementos, núcleos e rações. Instalada em Mirassol, São Paulo, a empresa atua em 15 estados brasileiros e já iniciou processo de exportação para a América Latina e África. Em 2005, conquistou o selo, em nível avançado, das Boas Práticas de Fabricação (BPF) – normas que asseguram níveis internacionais de excelência em qualidade, higiene, padronização, controle de riscos e rastreabilidade. A certificação é promovida pelo Sindirações, Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal, e auditada pela SGS, uma das maiores empresas de verificação do mundo.


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