Dando sequência aos comentários sobre a aplicação de programas de IATF no manejo reprodutivo em fazendas segue mais uma possibilidade de manejo.
Possibilidade de Manejo Número 2. IATF seguida IA após observação de cio
Este sistema é semelhante ao citado no comentário anterior (Manejo 1), no entanto, ao invés da introdução de touros para repasse, realiza-se a observação de estro de 18 a 25 dias após a IATF. As fêmeas que não se tornaram gestantes e retornam em estro são inseminadas novamente. Posteriormente, touros de repasse são introduzidos nos lotes, nos quais permanecem até o final da estação de monta (Figura abaixo).
Considerando-se 50% de taxa de serviço das vazias (fêmeas não gestantes à IATF e detectadas em estro 18 a 25 dias após a IATF) e 60% de concepção das fêmeas que são inseminadas durante o cio de retorno, estima-se mais 15% do lote se torna gestante por inseminação artificial com a detecção de cio. Dessa forma, considerando 40 a 50% de taxa de concepção na IATF e 15% no primeiro repasse, estima-se 55 a 65% de fêmeas gestantes de inseminação artificial.
Sendo assim, com esse manejo reprodutivo é possível aumentar a porcentagem de fêmeas gestantes por inseminação artificial, intensificando o melhoramento genético do rebanho. O inconveniente é a necessidade de detecção de cio duas vezes ao dia durante uma semana.
