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O BEM-ESTAR DOS BOVINOS DURANTE O TRANSPORTE: A SITUAÇÃO BRASILEIRA

A reunião contou com a presença de figuras importantes da cadeia produtiva da carne do país, com instituições nacionais, internacionais e empresas privadas. O estopim dessa reunião foi o interesse dos pesquisadores holandeses Dr. Bert Lambooij e Dr. Willy Baltulssen em entender melhor quais as condições do país e os esforços que estão sendo feito na apresentação e aplicação de estratégias no que diz respeito ao bem-estar no transporte. A demanda inicial, foi feita pelo consulado holandês de incentivar as exportações de produtos cárneos brasileiros, e como é sabido, questões referentes a padrão e qualidade de produção são pontos fundamentais nesse caso.
Foram apresentados dados técnicos da atual situação do transporte no país, dados estes levantados pelo Grupo ETCO, e também as estratégias de atuação para a aplicação prática dos conceitos de boas práticas no transporte das diferentes instituições públicas e privadas do país, desde temas como as novas legislações do transporte de bovinos no país até os programas de treinamento de motoristas boiadeiros.

Como resultado mais contundente da reunião, tivemos discussões referentes as questões técnicas e práticas dos diversos organismos junto com o setor produtivo, que contava com representantes e a explicação de como todos os fatores que afetam o custo do transporte e os possíveis benefícios trazidos por se ter um maior controle da situação.

Ficou claro a posição importante que o país tem frente a produção de produtos cárneos para o mundo e que as preocupações com o que o consumidor (nacional e internacional) deseja são muito relevantes e devem ser consideradas.

Já tivemos avanços na última década, com parcerias público-privadas na tentativa do estabelecimento de um padrão de qualidade superior em todo o sistema, onde o manejo racional e o bem-estar animal têm papel fundamental, mas ainda a muito o que fazer. Em videoconferência, o professor Mateus, direto de Roma, na Itália onde desenvolve um trabalho na FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) para o desenvolvimento e ampliação da série de guias de boas práticas de manejo brasileira “Manual de Boas Práticas de Bovinos de Corte” em outros países, ressaltou “Temos que encarar os problemas de frente e buscar soluções efetivas para eles. O melhor caminho é a organização e o planejamento para solução de problemas.”

Já existem iniciativas nesse sentido, que mostram que essa é uma estratégia que contribui para a solução dos problemas no dia a dia das rotinas de trabalho com o gado, mostrando que é possível se fazer diferente e melhor. Cabe a todos os envolvidos ampliar e dinamizar estas iniciativas, tornando-as parte das rotinas de trabalho nas fazenda e nos abatedouros.

 

Murilo Henrique Quintiliano
Diretor FAI do Brasil
Zootecnista Grupo ETCO
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