Como resultado mais contundente da reunião, tivemos discussões referentes as questões técnicas e práticas dos diversos organismos junto com o setor produtivo, que contava com representantes e a explicação de como todos os fatores que afetam o custo do transporte e os possíveis benefícios trazidos por se ter um maior controle da situação.
Ficou claro a posição importante que o país tem frente a produção de produtos cárneos para o mundo e que as preocupações com o que o consumidor (nacional e internacional) deseja são muito relevantes e devem ser consideradas.
Já tivemos avanços na última década, com parcerias público-privadas na tentativa do estabelecimento de um padrão de qualidade superior em todo o sistema, onde o manejo racional e o bem-estar animal têm papel fundamental, mas ainda a muito o que fazer. Em videoconferência, o professor Mateus, direto de Roma, na Itália onde desenvolve um trabalho na FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) para o desenvolvimento e ampliação da série de guias de boas práticas de manejo brasileira “Manual de Boas Práticas de Bovinos de Corte” em outros países, ressaltou “Temos que encarar os problemas de frente e buscar soluções efetivas para eles. O melhor caminho é a organização e o planejamento para solução de problemas.”
Já existem iniciativas nesse sentido, que mostram que essa é uma estratégia que contribui para a solução dos problemas no dia a dia das rotinas de trabalho com o gado, mostrando que é possível se fazer diferente e melhor. Cabe a todos os envolvidos ampliar e dinamizar estas iniciativas, tornando-as parte das rotinas de trabalho nas fazenda e nos abatedouros.
Diretor FAI do Brasil
Zootecnista Grupo ETCO
