Exportações do agronegócio subiram 5,8% em julho, para US$ 8,2 bilhões

Com novo destaque para os embarques da soja, o agronegócio brasileiro registrou alta de 5,8% nas receitas com exportação em julho deste ano em relação ao mesmo mês de 2016, alcançando US$ 8,2 bilhões.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pelo Ministério da Agricultura, as importações no sétimo mês do ano também recuaram 8,3%, para US$ 1 bilhão em comparação com o mesmo período de 2016. Com o resultado, o superávit setorial foi positivo em US$ 7,2 bilhões, 9% a mais que em julho de 2016.

No caso das carnes, os embarques aumentaram 13,2% para US$ 1,3 bilhão em julho, a despeito da crise vivida pelo setor este ano desde a Operação Carne Fraca em março, e agravada recentemente pelo embargo temporário dos Estados Unidos à carne bovina in natura do Brasil.

Todas as carnes registraram altas em seus embarques. Enquanto as vendas externas de carne de frango aumentaram 8,1% para US$ 552,3 milhões, as de carne bovina cresceram 38,5% para US$ 450,6 milhões e as de carne suína subiram 12,1% para US$ 134,8 milhões.

Principal mercado para as exportações brasileiras do agronegócio, a China importou do setor US$ 2,35 bilhões em julho, alta de 1% frente ao mesmo mês do ano anterior. E a participação do país asiático na balança do setor brasileiro caiu, de 29,9% em julho do ano passado para 28,5% no mesmo mês de 2017.

Quando se consideram os primeiros sete primeiros meses deste ano, as vendas externas do agronegócio brasileiro também apresentaram resultado positivo – crescimento de 6,8% para US$ 56,4 bilhões, ante igual período do ano passado. As importações também cresceram: 15,4% para US$ 8,3 bilhões de janeiro a julho. Como efeito, o superávit comercial cresceu 5,5% para US$ 48,1 bilhões.

Entre os produtos mais exportados nos primeiros sete meses deste ano destacam-se os embarques do “complexo soja”, que cresceram 13,5% para US$ 23 bilhões, e para as vendas externas de carnes, que subiram 6% para US$ 8,6 bilhões no mesmo intervalo.

Fonte: Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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