Cotações agrícolas caem em SP

A valorização do real sobre o dólar e o avanço da colheita de grãos mantiveram as cotações agrícolas sob pressão no país em abril e motivaram a primeira variação negativa mensal do índice de preços recebidos (IPR) pelos produtores paulistas, pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão ligado à Secretaria de Agricultura do Estado, desde abril de 2002.

Segundo o IEA, a queda do mês passado foi de 2,73%, uma perda de 5,73 pontos percentuais em relação a março. Como o IPR é considerado o principal indicador dos preços no campo da região Centro-Sul, por ser São Paulo o maior mercado consumidor do Brasil, especialistas acreditam que a baixa deverá ter reflexos positivos nos principais índices inflacionários já a partir do fim deste mês de maio.

“Nesse cenário, o IPR deve registrar variação negativa também em maio e, muito provavelmente, em junho. Assim, a pressão sobre a inflação tende a ser menor”, disse o diretor do IEA, Nelson Martin. Em abril o grupo de produtos de origem vegetal pesquisado pelo IEA caiu, em média, 4,22%, ante uma variação positiva de 0,35% do grupo de produtos de origem animal.

Entre os produtos de origem animal, o diretor do IEA projeta queda mais acentuada das cotações do boi gordo, cuja curva descendente já começou, mas que em abril ainda registrou valorização de 1,2%, sustentado pela expectativa de uma cotação do dólar ainda mais favorável às exportações.

Fonte: Valor On Line (por Fernando Lopes), adaptado por Equipe BeefPoint


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