Junior Durski, dono do Madero, lança nova marca de hambúrgueres

O empresário Junior Durski, dono do Grupo Madero, anunciou há alguns dias, o lançamento ainda neste ano de uma nova marca de hamburguerias.

Chamada de Hamburgueria Jerônimo, a nova rede terá nas previsões de Durski até cinco unidades no Brasil até o fim de 2017. Para não rivalizar com o Madero, a nova rede terá um conceito diferente, baseado no sistema fast casual, ou seja com um preço mais acessível e um atendimento mais rápido.

No projeto arquitetônico de Kethlen Durski, o ambiente terá bastante tijolo à vista e grafites de Gustavo Silva.

Assim como no Madero, o carro-chefe é o cheeseburguer, o que muda são os ingredientes. O pão será macio e adocicado, tipo brioche, dourado com manteiga na chapa, o queijo será derretido em cima do hambúrguer na hora de chapear e o molho será próximo ao molho golf, que tipicamente leva maionese e ketchup. Durski tem feito testes há quatro meses.

“Faremos o tipo ‘smash burger’, em que uma bola de carne é prensada na chapa para criar uma casquinha e manter a suculência”, explica Junior. O cardápio será enxuto, com opção de incluir mais um hambúrguer no cheeseburguer Jerônimo e no cheesebacon, e também terá um sanduíche com frango crispy, uma opção fit (com creme de palmito no lugar da maionese) e variações de Caesar Salad. Para sobremesa, panelinhas de brigadeiro e cheesecake com calda de morango, no estilo “to go”.

Com tíquete médio menor que o Madero Container — a operação mais enxuta do grupo –, a previsão é que o cliente gaste em torno de R$ 30 (hambúrguer, batata frita e bebida), R$ 8 a menos que os restaurantes em contêiner. O tamanho do sanduíche será similar ao cheeseburguer júnior do Madero, com 260 g no total (130 g de carne).

Chef e empresário Junior Durski: nome da nova rede é em homenagem ao tataravô.

As primeiras operações serão no Shopping Estação, onde há um Madero, e nos shoppings Mueller e Pátio Batel, em Curitiba. Até o fim do ano Fortaleza e Porto Alegre também terão uma unidade dentro de shopping.

“Temos certeza de que não vamos concorrer com o Madero, porque a qualquer momento pode chegar uma nova rede de hamburgueria similar. Um dia o cliente vai em um, depois no outro. São momentos. É por isso que funciona uma praça de alimentação: quanto mais opções de lugares, mais gente vai. Você aproveita o fluxo do shopping e também pode ser destino final, o que não acontece em lojas de rua”, explica Durski.

A rede seguirá o conceito de fast casual, um ambiente em praça de alimentação com mesas exclusivas e pedido e retirada dos lanches no balcão. Os restaurantes terão também um aplicativo e totens para auto-atendimento. “Vamos instalar uma internet megarápida para atender a geração Millenial, de 18 a 35 anos, que gosta de sentar sozinho e interagir menos. Então ele pode fazer o pedido pelo celular no caminho e retirar no balcão quando chegar ao restaurante”, explica Durski. A expectativa é que os lanches levem cerca de 4 minutos para ficarem prontos.

A nova marca vinha sendo construída há mais de um ano. Faltava um bom nome, “forte e fácil”, segundo Durski. Foi quando ele e Kethlen Durski, esposa e arquiteta responsável pelo projeto da nova rede, se lembraram do tataravô de Junior. “O nome de um estabelecimento tem que ser forte ao ponto de virar ponto de referência. Vão falar “lá no Jerônimo”. Não cabe um diminutivo”, diz Durski.

No projeto arquitetônico de Kethlen Ribas Durski, o ambiente terá bastante tijolo à vista e grafites de Gustavo Silva. Cada loja teve investimento de R$ 3 milhões, sem contar a pesquisa de mercado e o desenvolvimento do aplicativo. “Daqui a cinco anos acredito que o Brasil terá pelo menos dez redes de hamburgueria em sistema fast casual ou casual dining. Espero ser o dono de pelo menos metade”, afirma o empresário.

Fonte: Gazeta do Povo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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