USDA: Confira relatório sobre o mercado de carne bovina dos EUA

Consumo doméstico de carne vermelha e de aves em 2017 deverá aumentar em 1,18 quilos por pessoa em relação ao ano anterior

O termo ‘desaparecimento’ é usado para indicar a quantidade de carnes vermelhas e de aves usada nos mercados domésticos. Esse consumo per capita é calculado subtraindo as exportações líquidas e as variações de estoques da produção e, em seguida, dividindo esse resultado pela população dos Estados Unidos.

Em 2017, o consumo doméstico per capita de carnes vermelhas e aves em uma base de varejo deverá ser de 98,52 quilos por pessoa, 1,18 quilos a mais do que os 97,34 quilos disponíveis per capita no ano passado. Este ano, as carnes vermelhas (carne bovina, suína, bovina e cordeiro) deverão representar um pouco mais da metade do desaparecimento (51,1%), enquanto as de aves de provavelmente representarão um pouco menos (49,9%).

Em 2016, o desdobramento entre as participações das carnes vermelhas e de aves foi o inverso: as aves foram responsáveis por um pouco mais de 50,2% do consumo doméstico total per capita, enquanto as carnes vermelhas representavam 49,8%. Embora a produção de aves deva crescer 2% este ano, os fortes aumentos da produção de carne bovina e suína – 4,1% e 4,7%, respectivamente – explicam em grande parte a participação da carne vermelha disponível per capita em 2017.

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Fornecimento de grãos do sudoeste e planícies do sul prejudicado pela seca

O gado que pastoreia nos Estados do Sudoeste e do Planícies do Sul provavelmente está sendo prejudicado pela seca e pelos incêndios. Os incêndios florestais queimaram centenas de quilômetros de áreas na região pantanosa de Oklahoma e Texas, bem como no sudeste do Kansas e no leste do Colorado. Além disso, com base no Drought Monitor de 21 de fevereiro de 2017, áreas de seca severa aumentaram em grande parte de Oklahoma, sudeste de Kansas e Colorado.

O Drought Monitor observa que Oklahoma continua experimentando “tempo extremamente morno e seco”, em seguida do clima morno e seco do ano passado, de acordo com o último relatório Crop Progress do NASS. Isso pode estar afetando algumas pastagens de trigo de inverno nessas áreas.

O relatório de 1 de janeiro de 2017 sobre pecuária indicou que o gado fora dos estabelecimentos de engorda totalizou 26,6 milhões de cabeças, um aumento de 2,17% em relação a 2016. Com base no relatório de 24 de fevereiro de 2017, Cattle on Feed, as colocações em confinamento em janeiro aumentaram em 11% comparado com o mesmo período de 2016 e quase no mesmo nível de 2014. A maior colocação líquida de bovinos em engorda durante o ano e a queda na colocação em termos de peso médio de colocação em janeiro pode ter refletido preocupações com a disponibilidade de pastagens.

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Produção continua mostrando força

A produção semanal de carne bovina inspecionada pelo governo federal durante na última semana de fevereiro foi estimada acima dos níveis de um ano atrás e acima da média de 5 anos. Os produtores estão comercializando seu gado em tempo hábil e o ritmo mais rápido de abate foi um fator contribuinte no aumento da previsão do USDA para a produção comercial de carne bovina no primeiro trimestre.

Entretanto, o aumento no abate é condicionado por menores pesos de carcaça, uma vez que os operadores de confinamento continuam atualizados em suas comercializações. Assim, as previsões para a produção comercial de carne bovina no primeiro trimestre de 2017 são de uma produção 2,5% maior ao mesmo período em 2016.

Preços estáveis em todo o complexo de gado e carne

Os preços do gado para engorda alcançaram o menor valor em outubro de 2016 e desde então viram uma recuperação lenta que parece ter estagnado nos últimos 2 meses. Isto é provavelmente devido à oferta relativamente grande de animais para engorda disponíveis para colocar. O aumento de 11% nas colocações de janeiro refletiu provavelmente esta maior oferta de animais para engorda. A previsão de preço do gado para engorda no primeiro trimestre de 2017 é de US$ 280 a US$ 289 por 100 quilos, US$ 1,20 dólar acima do quarto trimestre de 2016.

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O preço do boi gordo de todas as classificações em 5 áreas também alcançou seu menor valor em outubro 2016, mas se recuperou diante dos maiores abates de boi gordo. Embora permanecendo abaixo dos níveis do ano anterior, os preços de janeiro e fevereiro de 2017 aumentaram para US$ 264,5 e US$ 268 por 100 quilos, respectivamente. O preço do boi gordo no primeiro trimestre de 2017 deverá ficar faixa de US$ 266,7 a US$ 273,3 por 100 quilos.

O preço da vaca para abate (cutter cow, vacas que já passaram de seu período produtivo e estão apenas aptas para o abate), viva equivalente 90% magra, 500 libras (226,8 kg) ou mais em janeiro de 2017 aumentou em US$ 5,7 por 100 quilos com relação ao mês anterior, para US$ 132 por 100 quilos, embora tenha sido US$ 21,45 menor que no mesmo mês do ano anterior. Os preços da vaca de corte aumentaram em US$ 2,67 por 100 quilos em fevereiro de 2017, sinalizando um aumento na demanda por carne magra. A previsão de preços para o primeiro trimestre 2017 da vaca de corte é de US$ 132,30- US$ 134,5 por 100 quilos.

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O preço de varejo da carne bovina Choice também mostrou uma recuperação leve, provavelmente devido à abundante oferta de carne através do complexo de proteína animal. O preço de janeiro de 2017 foi 8,8 centavos acima do mês anterior, em US$ 12,5 por quilo, mas ainda 48,5 centavos por quilo inferior ao nível do ano anterior. O preço de fevereiro de 2017 da carne bovina Choice também deverá ser levemente maior do que o preço de janeiro.

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Importações refletem declínios dos principais fornecedores

As importações de carne bovina dos EUA em janeiro de 2017 caíram em 21% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações da Austrália caíram 47%, pelo menos em parte devido ao abastecimento apertado do país. Também houve queda nas importações da Nova Zelândia (-31%) e do Canadá (-17%).

Algumas das perdas de importação desses países foram compensadas com aumentos significativos do México (+53%) e Nicarágua (+23%). As importações do México e da Nicarágua tornaram-se atrativas, pelo menos em parte devido à força cambial relativa do dólar dos EUA. O índice do dólar norte-americano ponderado pelo comércio nas importações de carne bovina tem estado nos seus níveis mais elevados desde fevereiro de 2015.

Este índice reflete o valor do dólar em relação às moedas dos principais países dos quais os Estados Unidos importam carne bovina. Nove países representam 99% das importações de carne bovina dos EUA (Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Brasil, Uruguai, México, Nicarágua, Argentina e Costa Rica).

Apesar dos potenciais ventos positivos pela força do dólar, de estoques mais apertados de carne processada da Oceania e preços relativamente altos de carne magra importada em relação à carne magra doméstica, a previsão de importação de carne bovina no primeiro trimestre de 2017 foi mantida em 317,5 milhões de quilos. As importações para 2017 foram previstas em 1,22 bilhão de quilos.

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O índice do dólar norte-americano ponderado para as importações de carne bovina foi desenvolvido com base na participação das importações de carne bovina da Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Brasil, Uruguai, México, Nicarágua, Argentina e Costa Rica, que representam 99% .

Exportações de carne bovina dos EUA sobem apesar da força do dólar

As previsões de exportações de carne bovina dos Estados Unidos para o primeiro trimestre de 2017 foram aumentadas em 4,54 milhões de quilos, em grande parte devido à força das vendas de exportação para o Japão, outros países asiáticos e nossos parceiros norte-americanos. As exportações de janeiro mostraram um aumento de 21% com relação ao ano anterior. Os aumentos das exportações foram observados no Japão (+40%), Coreia do Sul (+38%), México (+41%) e Canadá (+11%).

As vendas de exportação continuam mostrando força, apesar dos potenciais ventos contrários pela força do dólar. O índice ponderado do dólar norte-americano para as exportações de carne bovina está em seus níveis mais altos desde 2015. Este índice reflete o valor do dólar em relação às moedas dos principais países aos quais os EUA exportam carne bovina. As exportações desses seis países (México, Japão, Canadá, Coréia do Sul, Taiwan e Hong Kong) representam 90% da carne bovina dos Estados Unidos.

O aumento das exportações de carne bovina para o México foi bastante surpreendente em face do declínio significativo no valor do Peso. As exportações do primeiro trimestre de 2017 deverão ser de 288 milhões de quilos, com a previsão para o ano inteiro de 1,22 bilhão de quilos.

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O índice ponderado do dólar norte-americano para as exportações de carne bovina foi desenvolvido com base na participação das exportações de carne bovina do México, Japão, Canadá, Coréia do Sul, Taiwan e Hong Kong, que representaram 90% das exportações de carne bovina dos Estados Unidos.

Fonte: USDA, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.


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