Quase 49% dos pecuaristas do MT conseguiram investir na propriedade

O panorama da pecuária de Mato Grosso, divulgado pela Associação dos Criadores (Acrimat), mostra que 48,51% dos pecuaristas entrevistados investiram no melhoramento da propriedade. Entre aqueles que não o fizeram, a maioria (45,63%) alega dificuldade na obtenção de capital.

A elevação das taxas de juros nas linhas de crédito disponíveis e em modalidades não adequadas aos pecuaristas são justificativas para o impedimento na contratação dos recursos, aponta o estudo.

Entre os que investiram na atividade, 35,36% focaram na alimentação/nutrição, além de investimento em infraestrutura (27,72%), reprodução (21,97%) e gestão (13,30%).

A engorda do rebanho bovino estadual continua sendo feita majoritariamente a pasto, com predomínio de 81,48% desse sistema. O semi-confinamento e o confinamento respondem por 18,25% do tipo de engorda adotado pelos pecuaristas mato-grossenses. O sistema de ciclo completo – cria, recria e engorda -prevalece no Estado, com 31,9%, seguido pelos sistemas de cria (28,5%) e cria e recria (11,6%). Os dois primeiros demandam grandes áreas para produção e isso justifica a baixa taxa de lotação atual da bovinocultura de corte mato-grossense, segundo a Acrimat.

De modo geral, o estudo atual permite concluir que o pecuarista mato-grossense está mais profissionalizado e investe na gestão da propriedade.

A pesquisa realizada pela Acrimat deriva da aplicação de questionários aos pecuaristas durante 6 meses de visitas a 30 municípios mato-grossenses espalhados por 7 macrorregiões do Estado, durante o projeto Acrimat em Ação. Nesta 6ª edição, foram analisados 2,481 mil questionários, sendo 69% a mais em relação a 2015.

Fonte: Acrimat, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.


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