Principais exportadores avançam no mercado de carne bovina

Brasil, Argentina e Estados Unidos aumentaram o volume exportado em 2016.

Os americanos, devido a uma melhora no rebanho e na oferta interna de carnes exportaram 1,2 milhão de toneladas, um volume 11% superior ao de 2015. O rebanho norte-americano superava 100 milhões de cabeças, recuou para menos de 90 milhões e, agora, começa a se recuperar. Clima adverso e custos elevados nos últimos anos tinham provocado essa queda.

Os argentinos também avançaram em 2016. O IPCVA (um instituto de promoção da carne argentina) aponta exportações de 265 mil toneladas de carne bovina no ano passado, ante 240 mil em 2015.

As receitas totais do ano passado cresceram para US$ 1,3 bilhão acima do US$ 1,1 bilhão de 2015. O principal mercado para a proteína argentina foi a Alemanha, que pagou US$ 12.884 por tonelada. Na média, os argentinos venderam a carne bovina por US$ 4.810.

O Brasil, ao comprar 53 mil toneladas de carne bovina argentina, também foi um bom mercado para o país vizinho, principalmente porque o preço médio foi de US$ 6.971 por tonelada.

O Brasil manteve expansão no ano passado, com crescimento de 1% no volume exportado. Segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), o país colocou 1,4 milhão de toneladas no mercado externo, mas a receita caiu 7% no período, para US$ 5,5 bilhões.

Fonte: Folha de São Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Uma opinião sobre “Principais exportadores avançam no mercado de carne bovina”

  • egberto barros - 28/02/2017

    Muitos imaginavam que quando, há cerca de 13 anos atrás, foram implementadas no nosso país as grandes empresas da indústria da carne as exportações poderiam ser enormemente alavancadas beneficiando toda a cadeia envolvida, mas principalmente, o nosso país. Ou seja, naquela época, este “projeto” poderia ser entendido como nacional e de Estado já que havia muito dinheiro público envolvido através do BNDES. Alguns, a grande maioria, sobretudo os produtores, precocemente, mas corretamente, já alertavam para o aviltamento do mercado através de sua mão invisível e de suas leis reguladoras.
    O que se constata hoje: este projeto “nacional” tornou-se um projeto de e para uns poucos, beneficiando unicamente os donos da indústria e de alguns políticos e as exportações servem também e unicamente a este propósito. Quanto aos produtores, o que sabemos é que mal pagam os seus custos.
    Tamanha importância deste setor, ressalto para o país, precisa ser repensado, necessita uma reengenharia por arquitetos sérios, profissionais, isentos e éticos e, principalmente, um projeto de Brasil.

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