MT: valor pago pela arroba do boi gordo foi o menor desde janeiro/16

Retrocesso: O preço do boi gordo é um dos principais indicadores para auferir a receita de uma propriedade de bovinocultura de corte, e no último mês este sofreu com desvalorizações em várias localidades do país. Em São Paulo, o indicador do Cepea para o boi gordo registrou queda de 3,18% no comparativo mensal, saindo de R$ 155,59/@ em julho/16 para R$ 150,65/@ em agosto/16. Em Mato Grosso, o recuo foi menos vigoroso do que no território paulista (- 0,93%), no entanto, nos dois casos o valor pago pela arroba do boi gordo foi o menor desde janeiro/16. Desta forma, com a maior retração em São Paulo, o diferencial de base SP-MT atingiu o menor valor desde dezembro/15, se estabelecendo em 15,28% na média de agosto/16. Um diferencial de base menor “fortalece” de certa forma a pecuária mato-grossense frente à paulista, no entanto, o fato de esta diferença ter diminuído devido à queda nas cotações não é um sinal positivo, ressaltando preocupações no setor.

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– Os valores da arroba do boi gordo e da vaca gorda obtiveram valorização de 0,54% e 0,63%, respectivamente suas médias na última semana em R$ 131,07 e R$ 124,29.

– Com pouca oscilação, a escala de abate ainda permanece entre 5 e 7 dias na maioria dos frigoríficos do Estado. O indicador estadual fechou a semana com média de 6,04 dias.

– Com uma forte valorização da carne bovina no atacado, o equivalente físico registrou alta de 2,20%, encerrando a semana cotado a R$ 126,10/@, acompanhando as expectativas de início de mês.

–  Próximo ao encerramento, o contrato futuro do boi gordo para outubro/16 registrou queda de 0,67% na comparação das médias semanais, com cotação de R$ 152,56/@.

BAQUE: Qualificando-se como a segunda proteína animal mais consumida no país, a carne bovina tem grande im- portância na dieta do brasileiro. Desta forma, variações em seu preço são “sentidas” pelos consumidores de ma- neira rápida, e estes observaram um alívio no mês de agosto. Para se ter uma ideia, o preço médio da carne bo- vina no varejo cuiabano registrou queda de 1,48% na com- paração com julho/16, voltando ao patamar abaixo dos R$ 21,00/kg, a última vez que isso aconteceu foi em ou- tubro/15. Dos 16 cortes levantados pelo Imea, 13 regis- traram recuo na comparação mensal, com destaque para as desvalorizações no patinho (- 6,3%), costela (- 5,4%) e acém (- 4,5%). Essas baixas são justificadas principalmen- te pela dificuldade de escoamento da carne nas gôndolas dos mercados (queda na demanda). Com isto, a mensa- gem sobre um recuo na demanda é reforçada, e o varejo já sente esse “baque”.

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Observações:

8 – Considera-se para o cálculo do equivalente físico do boi gordo um animal de 17 arrobas ou 255 quilogramas de carcaça; 49% do peso advém do traseiro com osso, 39% do dianteiro com osso e 12% da ponta de agulha, todos os cortes com osso no atacado.

9 – Consideram-se para o cálculo equivalente físico do boi gordo + couro/sebo os pesos dos cortes cárneos com osso e o peso do couro e sebo obtido no abate de um bovino.

10 – Consideram-se para o cálculo equivalente físico do boi gordo + couro/sebo + subprodutos o peso dos cortes cárneos com osso no atacado, o peso do couro e sebo e os pesos dos subprodutos da indústria.

11 – Consideram-se para o cálculo equivalente dos cortes desossados + couro/sebo + subprodutos o peso dos cortes cárneos desossados no atacado, o peso do couro e sebo e o peso dos subprodutos da indústria.

12 – Para o cálculo da relação de troca entre o boi gordo e o bezerro de 12 meses considera-se um boi gordo de 17 arrobas.

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Fonte: Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Uma opinião sobre “MT: valor pago pela arroba do boi gordo foi o menor desde janeiro/16”

  • Jose Mario - 14/09/2016

    “Retrocesso: O preço do boi gordo é um dos principais indicadores para auferir a receita de uma propriedade de bovinocultura de corte, e no último mês este sofreu com desvalorizações em várias localidades do país. ”

    Me desculpe pela sinceridade, mas o preço do boi pode ser um indicador, mas não é dos principais. Antes do preço tem a produtividade, número de UA por hectare, ganho de peso, precocidade, porcentagem de animais desmamados, etc.
    O preço não pode ser considerado “um dos principais indicadores” uma vez o produtor não tem controle sobre ele, o preço é mercado.

    abraço.

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