MT segue na contramão e registra aumento de 5,12% na produção de carne bovina no semestre

Mais carne: O IBGE divulgou na última quinta-feira (15/09) a pesquisa trimestral do abate de animais com dados referentes ao 2o trimestre de 2016. Com isso, tornou-se possível a realização de comparações semestrais. Dito isso, observa-se que o país registrou redução de 0,48% na produção de carcaça bovina no comparativo entre os primeiros semestres de 2016 e 2015, foram produzidas 3,67 milhões de toneladas no último semestre, menor volume desde o primeiro semestre de 2012. Em Mato Grosso, a situação foi um pouco diferente, visto que a produção de carne bovina aumentou 5,12% na comparação semestral, atingindo um total de 593,20 mil toneladas no primeiro semestre de 2016. Esse incremento na produção mato-grossense deve-se, principal- mente, ao maior peso de abate dos bovinos. Mato Grosso caminha na vanguarda da pecuária brasileira, se posicionando como o maior produtor de carne bovina e abatendo um dos bovinos mais pesados do país.

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– O valor da arroba do boi gordo obteve leve valorização, encerrando a semana cotado a R$ 131,17, já a fêmea operou próximo à estabilidade na comparação semanal, variando negativamente 0,06%.

–  A escala de abate esteve próxima do valor da última semana, registrando leve queda de 0,17 dia, fechando a semana com média próxima aos 7 dias.

–  O diferencial de base SP-MT apresentou aumento de 0,57 p.p. na comparação semanal, partindo de 13,47% na última semana para 14,05% nesta semana. A valorização da arroba paulista motivou essa alta no diferencial.

– Acompanhando o ritmo de alta do equivalente físico (EF), o equivalente físico + couro/sebo (EC) obteve aumento de 0,83%, encerrando a semana no valor de R$ 138,68/@.

ENCURTANDO: O equivalente físico é um importante in- dicador que visa demonstrar a receita gerada com a ven- da de um boi gordo no atacado, e em seu cálculo consi- dera-se um animal de 17 arrobas, 49% do seu peso advém do traseiro com osso, 39% do dianteiro com osso, e 12% da ponta de agulha. E nas últimas semanas esse indica- dor registrou fortes valorizações, saindo de R$ 123,39/@ na quarta semana de agosto/16 para R$ 130,44/@ na úl- tima semana, acumulando assim alta de 5,72%. Nesse mesmo período de comparação a arroba do boi gordo avançou apenas 0,65%, e com isso a diferença entre eles registrou uma forte diminuição, beneficiando, de certa forma, as indústrias. No entanto, vale ressaltar que os frigoríficos vinham sofrendo com “margens” de comer- cialização bem negativas nas últimas semanas (mais de 7%), e essa melhora dá novo folego para eles, podendo influenciar positivamente sobre o preço do boi gordo.

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Observações:
8 – Considera-se para o cálculo do equivalente físico do boi gordo um animal de 17 arrobas ou 255 quilogramas de carcaça; 49% do peso advém do traseiro com osso, 39% do dianteiro com osso e 12% da ponta de agulha, todos os cortes com osso no atacado.
9 – Consideram-se para o cálculo equivalente físico do boi gordo + couro/sebo os pesos dos cortes cárneos com osso e o peso do couro e sebo obtido no abate de um bovino.
10 – Consideram-se para o cálculo equivalente físico do boi gordo + couro/sebo + subprodutos o peso dos cortes cárneos com osso no atacado, o peso do couro e sebo e os pesos dos subprodutos da indústria.
11 – Consideram-se para o cálculo equivalente dos cortes desossados + couro/sebo + subprodutos o peso dos cortes cárneos desossados no atacado, o peso do couro e sebo e o peso dos subprodutos da indústria.
12 – Para o cálculo da relação de troca entre o boi gordo e o bezerro de 12 meses considera-se um boi gordo de 17 arrobas.

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Fonte: Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).


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