JBS se levanta de tombo de 17% em 2 dias e HSBC diz que ação ainda é “compra” na Bolsa

A queda de até 17% da JBS em dois pregões, em meio ao risco com a Operação Greenfield deflagrada na última segunda-feira (5) pela Polícia Federal, não assustou o HBSC, que reiterou recomendação de compra da ação na quarta-feira. A equipe de análise, chefiada por Carlos Laboy, manteve o preço-alvo em R$ 18,30, o que implica um potencial de valorização de 66% frente ao fechamento do último pregão. Depois do baque dos últimos dois pregões, os papéis da JBS têm dia de recuperação na Bolsa na quinta-feira. Às 15h34 (horário de Brasília), as ações registravam alta de 6,63%, a R$ 11,74.

Em relatório, os analistas reiteraram recomendação de compra, citando que a listagem na Bolsa de Nova York e o fato de a empresa passar a ser domiciliada fora do Brasil podem cortar o risco-País e o risco de governança de suas ações. “Acreditamos também que o menor risco, o crescimento mais rápido e um veículo mais ‘amigo do investidor’ deve emergir de uma listagem da ação na Nyse”, comentaram.

Na terça-feira, a JBS indicou que pretende ir em frente com a sua listagem na Nyse, mesmo após os irmãos Wesley Batista e Joesley Batista terem sido obrigados a desistir de seus cargos na companhia e entregar seus respectivos passaportes. A empresa está pedindo esclarecimentos sobre o assunto. Para o HSBC, no entanto, essas limitações judiciais sobre os irmãos Batista podem colocar mais pressão para uma melhor governança corporativa na empresa, o que seria positivo para o papel.


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