IBGE: Rebanho bovino alcança a marca recorde de 215,2 milhões de cabeças

O efetivo de bovinos, em 2015, foi de 215,20 milhões de cabeças, represen- tando um aumento de 1,3% em relação a 2014.

No Gráfico 1, pode-se observar a variação anual do efetivo de bovinos no período de 2005 a 2015. A última queda, em 2012 (-0,7%), ocorreu devido à seca pro- longada que atingiu o País naquele ano. Desde então, observa-se crescimento desse rebanho.

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O Centro-Oeste apresentou o maior número de bovinos entre as Grandes Regiões, com 33,8% da participação nacional. É uma região com grandes propriedades destinadas à criação de bovinos e produtores especializados, possuindo clima, rele- vo e solo favoráveis à atividade, como também grandes plantas frigoríficas que têm impulsionado o abate de bovinos em larga escala. O Cartograma 1 ilustra a relação entre o efetivo e o abate de bovinos nas 27 Unidades da Federação.

No comparativo com 2014, observou-se crescimento do efetivo de bovi- nos nas Regiões Norte (2,9%), Centro-Oeste (2,1%) e Sudeste (0,7%). Na Região Sul ele se manteve estável, e apenas na Região Nordeste o número de animais sofreu redução (-0,9%).

Os Estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Pará registraram os maiores efetivos de bovinos do Brasil: 13,6%; 11,0%; 10,2%; 9,9% e 9,4%, respectivamente, do total nacional.

Cartograma 1 – Efetivo de bovinos e cabeças abatidas, segundo as Unidades da Federação – 2015

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Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Pesquisa da Pecuária Municipal 2015 e Pesquisa Trimestral do Abate de Animais 2015.

Nos últimos anos, é possível observar um deslocamento da produção de bovinos para o Norte do País, o que se deve, em parte, aos baixos preços das terras, disponibilidade hídrica, clima favorável, incentivos governamentais e abertura de grandes plantas frigoríficas. Em contrapartida, tem-se verificado estagnação da bo- vinocultura de corte nas Regiões Sul e Sudeste, contribuindo para o deslocamento desta para as demais regiões (Gráfico 2).

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Em nível municipal, os maiores efetivos estavam localizados em São Félix do Xingu (PA), Corumbá (MS), Ribas do Rio Pardo (MS), Cáceres (MT) e Marabá (PA). Dentre os 20 municípios com os maiores efetivos, 13 situavam-se no Centro-Oeste; cinco, no Norte; e dois, no Sul do País. Em 2015, 5 529 municípios apresentaram criação de bovinos.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Department of Agriculture – USDA), o Brasil deteve o segundo maior efetivo de bovinos, sendo responsável por 22,5% do rebanho mundial, atrás apenas da Índia. O País foi tam- bém o segundo maior produtor de carne bovina, participando com 16,3% da produção global. Os Estados Unidos (maior produtor mundial), o Brasil e a União Europeia, juntos, abarcaram cerca de 48,5% da carne produzida mundialmente. Em relação à exportação de carne bovina, o Brasil ocupou a terceira posição do ranking internacional em 2015, sendo Índia e Austrália, respectivamente, os maiores exportadores.

Fonte: IBGE, adaptada pela Equipe BeefPoint.

Uma opinião sobre “IBGE: Rebanho bovino alcança a marca recorde de 215,2 milhões de cabeças”

  • Carlos Lima Lôbo - 04/10/2016

    Olá.
    Equipe BeefPoint.
    Parabéns pelo ótimo texto, mas faltou a cereja do bolo a eficiência da produtividade.
    A) qual é aprodutividade de carne de @ de carne por hectare no Brasil .
    B) qual é a produtividade de carne de @ de carne por hectare nos USA.
    C) qual é o nº de rebanho dos USA imagino ser 50% menor.
    D) Brasil detém o maior rebanho de animais no mundo, mas é deficiente em produtividade em @ de carne por hectare. ( equação da produtividade – fazer mais com menos)
    E) a falta de inovação colaborativa é a causa principal do do custo Brasil “Deficit da Confiança Social, Econômico – Financeira”
    F) setor do Agronegocio tem um longo caminho a ser percorrido em termo gestão e boas práticas de bem estar dos animais.
    H) segmento do Agronegocio precisa passar por um choque de gestão em termo de gestão Governança. Após esse processo será a vez da consolidação , é isto que os Stakeholders demais investidores desejam.
    Conclusão:
    Os recursos de capital de risco estão disponivel e ávidos para pousar num pista no campo. O fator que o impede aterrissagem são: confiança e transparência e a insegurança jurídica.

    Carlos Lima Lobo
    economista & consultor empresarial.
    cll.lobo@uol.com.br
    Cuiabá -MT -RCO.

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