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IBGE: 4T12 registrou aumento de 11% no abate de bovinos, valor mais alto desde 1997

No quarto trimestre de 2012 (4T12), foram abatidas 8,186 milhões de cabeças de bovinos, configurando novo recorde na série histórica do abate por trimestre. Esse valor atingiu a marca recorde da Pesquisa Trimestral de Abate de Animais, que iniciou em 1997. O recorde anterior foi alcançado no 3º trimestre de 2012, com a marca de 8,053 milhões de cabeças abatidas, uma diferença de 1,7%. Com relação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 11,1% no 4T12. O Gráfico I.1 mostra que o abate de bovinos no Brasil tem sido crescente nos últimos três trimestres.

No acumulado de 2012, foram abatidas 31,118 milhões de cabeças de bovinos, configurando aumento de 8,0% em relação a 2011 e nova marca recorde na série histórica do abate de bovinos por ano. O recorde anterior havia sido alcançado em 2007, quando foram abatidas 30,713 milhões de cabeças de bovinos.

O peso acumulado de carcaças acompanhou o abate de bovinos, no 4º trimestre de 2012, alcançando nova marca recorde de 1,950 milhão de toneladas (Gráfico I.2). Esse valor foi 1,7% maior que o registrado no trimestre imediatamente anterior e 11,5% superior ao registrado no mesmo período de 2011. O recorde anterior, assim como o de bovinos abatidos, também foi alcançado no 3º trimestre de 2012, com a marca de 1,918 milhão de toneladas em carcaças de bovinos. Pelo Gráfico I.2 verifica-se, também, que o peso acumulado de carcaças foi crescente nos últimos três trimestres.

Em 2012, o peso acumulado de carcaças também alcançou nova marca recorde de 7,351 milhões de toneladas e aumento de 8,4% frente ao acumulado de 2011. O recorde anterior havia sido alcançado em 2007, com a marca de 7,049 milhões de toneladas de carcaças de bovinos.

Algumas razões colaboraram para os recordes alcançados, como redução dos preços da carne bovina e aumento das exportações. De acordo com o IPCA/IBGE (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), enquanto a carne bovina apresentou decréscimo de preço no acumulado de 2012 (-1,55%), todos os principais concorrentes da carne bovina (Carne de porco; Carne de carneiro; Pescado; Carnes e peixes industrializados; Aves e ovos) tiveram preços aumentados.

Segundo o indicador ESALQ/BM&F Bovespa do Cepea o preço médio da arroba bovina no 4T12 foi de R$96,49, ou seja, 3,7% menor que no mesmo período do ano anterior. Os valores mínimo e máximo da arroba também tiveram recuo na mesma análise, variando de R$94,58 a R$98,22 e redução de 2,2% e 8,3%, respectivamente.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a exportação de carne bovina in natura no 4º trimestre de 2012 obteve melhor desempenho com relação ao trimestre anterior e ao 4º trimestre de 2011, tanto em volume como em faturamento (Tabela I.1). O aumento do volume embarcado foi o que garantiu aumento no faturamento no comparativo dos quartos trimestres 2012/2011, tendo em vista que o preço médio das exportações de carne bovina in natura recuou 7,7%.

Rússia (18%), Egito (14%), Venezuela (12%), Hong Kong (9%), Irã (8%), Chile (8%), China (4%), Itália (3%), Líbia (3%) e Arábia Saudita (2%) responderam por 82% das exportações de carne bovina in natura do Brasil.

O aumento de 816.778 cabeças de bovinos, no comparativo do 4º trimestre de 2012 com o mesmo período de do ano anterior, foi promovido pelo abate a mais de 261.070 bois, 220.337 vacas, 139.135 novilhos e 202.490 novilhas. Esses aumentos representaram incrementos da ordem de 6,4%; 9,7%; 23,3% e 46,4%, respectivamente.

Mato Grosso, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás, nesta ordem, foram as Unidades da Federação que apresentaram maior contribuição absoluta para esses incrementos. Verificou-se que no Estado do Mato Grosso ocorreu incremento no abate das categorias novilho e novilha, estimulada pela maior oferta de animais confinados e mudança de posicionamento no mercado por parte de alguns frigoríficos, que optaram pelo aumento do abate de animais mais jovens em detrimento do abate de bois e vacas, que apresentaram retração de 6,0 e 0,3%, respectivamente (Gráfico I.3).

Quando observada a série histórica da participação de bois e vacas no abate total por trimestre, pode-se verificar que a participação da categoria bois tem decrescido, nos quartos trimestres dos últimos três anos, enquanto a participação das vacas cresceu em relação ao 4º trimestre de 2009, mantendo-se entre 30,0 e 30,9% nos últimos três quartos trimestres (Gráfico I.4).

Apesar da seca que tem assolado parte do Nordeste, o aumento no abate de bovinos da Bahia (20,0%), que possuiu o maior abate de bovinos da Região, superou em números absolutos os decréscimos ocorridos no Maranhão (-7,6%), Ceará (-12,7%) e Pernambuco (-21,2%), no comparativo do 4T12 com o mesmo período do ano anterior. Nesse sentido, todas as grandes Regiões apresentaram aumento da quantidade de bovinos abatidos. O abate de bovinos aumentou 15,5% na Região Centro-Oeste e representa 37,8% do abate nacional. Na Região Sudeste, o incremento foi de 18,1%, o que possibilitou a retomada da segunda maior participação (20,8%), ficando a frente das Regiões Norte (18,4%), Sul (12,9%) e Nordeste (10,1%), que apresentaram incrementos de 1,9; 9,1 e 2,9% do número de cabeças abatidas, respectivamente.

No ranking do abate de bovinos por Unidade da Federação (Gráfico I.5), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás, continuaram a ocupar no 4º trimestre de 2012 as mesmas posições ocupadas no 4º trimestre de 2011. Minas Gerais subiu da 7ª posição no ranking para a 5ª posição, ultrapassando o Pará e o Rio Grande do Sul. Parte dessa subida de Minas Gerais frente a estas duas Unidades da Federação pode ser explicada pelo melhor desempenho de Minas Gerais na exportação de carne bovina in natura (Tabela I.2; Secex, 2013).

No 4° trimestre de 2012, participaram da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais 1.345 informantes do abate de bovinos. Dentre eles, 209 possuíam o Serviço de Inspeção Federal (SIF), 423 o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e 713 o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 77,4%; 16,2% e 6,4% do peso acumulado das carcaças produzidas. Todas as Unidades da Federação apresentaram abate de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária.

Fonte: IBGE, adaptada pela Equipe BeefPoint.

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