Frigoríficos em Mato Grosso querem alta do ICMS do boi em pé para evitar novos fechamentos

Os frigoríficos em Mato Grosso querem a elevação de 7% para 12% do ICMS do boi em pé. O intuito com o aumento é igualar a alíquota na região Centro-Oeste e evitar a venda de animais para outros Estados e consequentemente o fechamento de mais plantas frigoríficas. Hoje, a indústria opera com a sua capacidade instalada abaixo de 70%, aproximadamente.

O vice-presidente Sindicato Das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), Paulo Belincanta, disse que o setor recentemente conversou com o Governo de Mato Grosso, onde foi solicitada a correção da alíquota do ICMS e que a mesma seja igualada à de Mato Grosso do Sul e Goiás, ou seja, 12%. Segundo ele, com isso o Governo do Estado arrecadaria em torno de R$ 80 milhões a mais do que arrecada hoje com a cobrança de 7%. Além disso, receberia aproximadamente R$ 80 milhões a mais também em Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), uma vez que hoje não receberia de animais que saem do Estado.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Tomczyk, afirma que a pauta é discutida pela pasta que comanda e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT). De acordo com ele, uma avaliação é feita para que se tome a decisão mais correta possível.

Os pecuaristas mato-grossenses não concordam com isso. “Se aumentar o ICMS do boi em pé vai favorecer a concentração de indústria nas mãos de poucos e tirar a competitividade. O Governo de Mato Grosso tem é que estimular para que outras empresa venham para o Estado para que tenhamos mais concorrências”, pontua o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi.

Segundo Manzi, há frigoríficos proveniente de outros Estado que pagam à vista o animal ao pecuarista e ainda pagam na balança do produtor.

Fonte: Agro Olhar, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.


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