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Ernesto Coser Netto fala sobre necessidade de marketing para a carne no Brasil

Ernesto Coser Netto, gerente comercial da Tru-test Brasil, deixa sua opinião em comentário ao artigo Sobre a campanha “mini-astros” do JBS. Leia na íntegra:

“Admiro a iniciativa do JBS, pois nunca houve nada parecido.

Me entristece ver propagandas de grandes redes varejistas ofertando todos os tipos de produtos onde todos tem marca (arroz, feijão, frango,etc), mas quando chega a vez da carne bovina, ela é simplesmente a carne bovina, sem nome e sem procedência. O Friboi começa a mudar este conceito.

Outro ponto que acho interessante é a tentativa de reaproximação com açougueiros, colocando-os como peça importante na campanha. Podem vir a se tornar excelentes indicadores de venda. Mas o principal ponto de alerta é quanto à qualidade. Eles estão se esforçando para criar esta marca e quando o consumidor reconhecê-la e não gostar do produto, nunca mais volta a comprar novamente desta marca. Ai a campanha virá um tiro no pé.

Hoje se a dona de casa não gosta da carne que comprou, ela reclama ou muda de açougue, mas nunca tem garantias de comprar coisa boa na verdade, somente na hora do preparo ou no prato, é que vai descobrir se comprou bem ou não a carne. Tenho repetido a frase: a hora em que a dona de casa aprender a exigir carne de animal jovem e bem acabado, nossa pecuária sofrerá uma revolução, pois será necessário mais tecnologia, mais nutrição, mais genética,etc.

Quem venham mais industrias frigorificas (e não abatedouros) fazendo o mesmo , cada vez mais e melhor. Eles são crianças começando a andar, a maioria deles nem tem gerente de marketing, os que tem foram contratados recentemente. Numa industria com mais de 30 anos, chegaram um pouco atrasados, mas chegaram.

Sucesso a eles e que nos tirem do boi caipira (similar ao frango caipira de 30 anos atrás) e nos levem ao boi feito sob encomenda. Boi que vai atender ao desejo que a industria criou no consumidor, desenvolveu o mercado e os fornecedores para atender estes mercados. Não conheço industria com visão de futuro que não desenvolva fornecedores e não crie mercado. Creio que eles queiram ficar por ai, muito mais tempo.”

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