Cresce venda de carne para países islâmicos

O Brasil vem se destacando em um segmento que por anos foi considerado nicho e que agora ganha volume sobre os demais: o mercado de carne halal. Consumido pelos praticantes da religião muçulmana, o produto halal – ou seja, permitido por Deus – deve seguir preceitos islâmicos de produção e abate. São regras nas quais as exportadoras brasileiras de carne bovina e de frango vêm se especializando.

“O Brasil tem 90% dos seus frigoríficos habilitados para produzir proteína animal halal e seus derivados”, disse o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Michel Alaby. Para ele, o País já figura como o maior exportador de carne para o mundo islâmico – apenas bovina e de frango, já que o consumo de suínos é proibido pelo Islã. O volume, entretanto, alcança apenas 20% da população muçulmana no mundo, de 1,8 bilhão de pessoas.

Em relação à carne bovina, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) não segrega seus dados entre produto halal e não halal. Mas informa que os países árabes, de religião majoritariamente muçulmana, já adquirem 24% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil, resultando num faturamento de US$ 1,4 bilhão no ano passado.

Somente os Emirados Árabes Unidos, onde quase 80% da população é muçulmana, importaram do País, em 2015, 18 mil toneladas da proteína vermelha, resultando em divisas de US$ 84 milhões.

Neste ano, até setembro, as exportações de carne bovina ao mundo árabe somaram US$ 3,37 bilhões, conforme o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O Egito, com 90% da população muçulmana, é o principal mercado da região e um dos maiores do mundo para o Brasil, com importações de US$ 506,6 milhões de janeiro a setembro.

Fonte:  O Estado de São Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.


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