Consumo de carne deve melhorar com retomada da economia

“Prevejo um cenário positivo para a carne bovina na próxima década. Nossos mais importantes concorrentes no mercado global de carne (Estados Unidos, Austrália, Argentina) estão numa espiral de retenção de fêmeas para recomposição do rebanho. O Brasil está em movimento inverso, reduzindo a retenção de fêmeas. Com isso, temos oportunidades de ampliação da exportação”, disse Alexandre Mendonça de Barros, da MB Associados,  durante encontro que abordou o desafio da pecuária de corte ontem, em São Paulo.

Ele afirmou ainda que a queda de consumo, que prejudicou a cadeia produtiva em 2016, não deve ser repetida no ano que vem. Isso porque, afirma, há previsão de recuperação da economia o que poderá refletir-se na demanda do brasileiro por carne.

Promovido pela Merial, o encontro reuniu pecuaristas e especialistas do agronegócio da carne, contando com a presença de Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e Henri Berger, diretor global da Merial.

Segundo Rodrigues, o Brasil tem potencial e objetiva produzir 11,2 milhões de toneladas de carne bovina até 2020, 40% sobre a produção de 2011. “Temos potencial, terra, água e espaço para fazer isso, porém, é fundamental nesse processo o investimento em novas tecnologias de saúde animal, nutrição, genética, manejo e gestão”.

Já Berger informou que as enfermidades dos rebanhos são responsáveis por perdas de 20% da pecuária mundial. “Estamos falando em US$ 300 bilhões de perdas todos os anos. Se reduzirmos essas perdas em 50% teremos carne para alimentar mais 750 milhões de pessoas”.

Fonte: Globo Rural, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.


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