Confira relatório do USDA sobre mercado de carne bovina dos EUA

Dados Comerciais de 2016 mostram que o setor de produtos animais dos EUA é um importante exportador

 Os dados mais recentes disponíveis sobre o comércio de carnes vermelhas, de aves e de lácteos dos Estados Unidos mostram que a demanda externa representa uma parcela significativa da produção de produtos animais do país. No caso da carne bovina, em 2016, as exportações de carne bovina representaram 10,1% da produção comercial. A Ásia foi o maior mercado de exportação no ano passado, representando 63% das exportações de carne bovina.

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Relatório mostra continuidade de expansão no mercado de gado, mas a taxa decrescente

O Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (NASS, na sigla em inglês) divulgou seu relatório de bovinos em 31 de janeiro de 2017, que mostrou maiores números de estoque em muitas categorias pelo terceiro ano consecutivo. O rebanho total de bovinos e bezerros aumentou cerca de 2% com relação a 2016.

Os aumentos foram observados em 27 Estados. Estados com os maiores aumentos em todos os bovinos e bezerros incluem Texas (+500.000 cabeça), Missouri (+ 250.000 cabeça), Oklahoma (+200.000 cabeça) e Kansas e Colorado (+150.000 cabeça cada).

A expansão foi provavelmente impulsionada por um combinação de fortes retornos das operações de cria em 2014 e 2015, bem como melhores condições de pasto e de escala em grande parte da região das Planícies. O número de vacas de corte foi 3% maior do que no mesmo período do ano passado, mas o número de vacas leiteiras ficou praticamente inalterado.

O total de vacas de corte aumentou em3%, mas vários indicadores sugerem que, embora a expansão continue, a taxa de expansão está desacelerando. As novilhas para reposição de vacas de corte e leite são frequentemente usadas como barômetros das taxas de expansão ou contração do rebanho. As novilhas para a reposição de vacas de corte estavam 1% mais altas do que no ano passado, mas abaixo dos aumentos de 4% e 3% alcançados em 2015 e 2016, os primeiros 2 anos desta expansão.

As novilhas para a reposição de vacas leiteiras apresentam padrões semelhantes, registrando níveis de 1% abaixo de 2016, mas foram positivas nos primeiros dois anos de expansão.

Os produtores também indicaram que esperam apenas 2% mais novilhas de corte tenham bezerro durante 2017, abaixo dos aumentos de 7% e 6% em 2015 e 2016.

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Apesar dos alimentos para animais serem relativamente baratos, os retornos para as operações de gado para engorda foram negativos, com as perdas se ampliando em 2016. Apesar das melhoras esperadas nos retornos na engorda de bovinos, os estoques de gado para engorda fora dos confinamentos estão acima dos do ano passado e os preços permanecerão sob pressão por grande parte de 2017. Os preços do gado para engorda em 2017 deverão ficar em média em US$ 289-306 por 100 quilos, cerca de US$ 15 a menos que em 2016.

O número de bovinos de engorda em confinamentos com capacidade de mais de 1.000 cabeças em 1 de janeiro de 2017, foi levemente maior. O gado colocado engorda em dezembro de 2016 aumentou 18% em relação a dezembro de 2015. Este foi o segundo mês consecutivo em que houve um aumento de dois dígitos com relação ao ano anterior na colocação de gado. É provável que menores números animais em pastagens de pequenos grãos tenham contribuído para o aumento relativamente grande de colocações.

A área plantada com trigo de inverno foi menor do que 2016 na maior parte do país e a estimativa de gado pastando em pastagem de grãos pequenos no Texas, Oklahoma e Kansas em 1 de janeiro de 2017 foi 5% menor que em 2016.

As vendas de boi gordo em dezembro de 2016 foi 7% maior que as de 2015, mas o aumento do número de bovinos em engorda em 1 de janeiro de 2017 e o momento de sua colocação sugerem que o mercado de boi gordo no primeiro semestre de 2017 será maior do que 2016.

Com 2% a mais de gado fora dos estabelecimentos de engorda em 01 de janeiro, as colocações em 2017 devem ser acima das de 2016. O calendário de colocações durante o ano dependerá de uma série de fatores, incluindo decisões de criação de rebanho, decisões dos produtores sobre o trigo de inverno e a disponibilidade de forragem durante o ano.

A produção comercial de carne bovina em 2016 foi 6% maior que a de 2015. Isto devido a uma combinação do aumento dos abates pesos levemente maiores de carcaças. Os pesos foram mais elevados no primeiro semestre, mas caíram com relação ao ano anterior, à medida que os produtores se tornaram mais sintonizados com suas vendas. Os abates em 2017 deverão ser mais altos à medida que o gado colocado no final de 2016 e no primeiro semestre de 2017 for comercializado. Espera-se que os produtores permaneçam relativamente atualizados em suas comercializações durante o ano, o que limitará o aumento dos pesos de carcaça. A produção de carne bovina para 2017 deverá ser 3% maios que os níveis do ano anterior.

Os preços do boi gordo devem permanecer sob pressão em 2017. As margens de frigoríficos estão sazonalmente fracas, o que provavelmente impactará em sua disposição de oferecer preços maiores do gado durante as semanas seguintes. Embora as maiores ofertas de boi gordo sejam introduzidas no mercado no trimestre de primavera, os preços do novilho gordo provavelmente permanecerão sob pressão, ficando em média em US$ 234 – US$ 242,5 por 100 quilos durante o trimestre. Grandes ofertas de boi gordo provavelmente continuarão a pressionar os preços durante a segunda metade do ano. Os preços do boi gordo deverão ficar em média em US$ 240 – US$ 256 por 100 quilos para o ano, menos que os US$ 266,45 em 2016.

Exportações de carne bovina dos EUA permanecerão fortes em 2017

Os dados de comércio de dezembro, juntamente com os totais anuais, foram divulgados no início deste mês. As exportações totais de carne bovina em dezembro atingiram 111,13 milhões de quilos, 30% a mais do que no ano anterior. Depois da queda das exportações de carne bovina em 2015, as vendas para uma série de parceiros comerciais asiáticos (Japão, Coréia do Sul e Taiwan) ajudaram as exportações de carne bovina dos EUA a se recuperar para 1,16 bilhão de quilos em 2016. Dados preliminares sugerem maiores exportações a curto prazo, e com maiores ofertas de carne e preços mais competitivos, a demanda robusta provavelmente apoiará uma expansão das exportações durante 2017, para 1,23 bilhão de quilos.

As importações de carne bovina dos EUA para 2017 deverão continuar caindo com relação aos níveis de 2016, para 1,24 bilhão de quilos em 2017, devido ao esperado aumento das ofertas domésticos e a expectativa de ofertas mais apertadas na Oceania.

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Previsão de importações de bovinos vivos menor em 2017

As importações totais de gado dos EUA para 2016 foram relatadas em 1,71 milhão de cabeças, quase 14% a menos que no ano anterior. Desde os picos 2014, as importações de gado do Canadá e do México deverão diminuir pelo terceiro ano consecutivo em 2017, para 1,68 milhões de cabeças. Durante 2016, o maior rebanho de gado dos Estados Unidos e o declínio nos preços dos bois para engorda contribuíram para o declínio das importações de animais do Canadá e do México. O México continua a terminar mais animais em confinamento e vender quantidades crescentes de carne aos Estados Unidos e ao resto do mundo.

Para as exportações de gado, os totais de 2016 caíram em 4% com relação a 2015, para 69.411 cabeças. No entanto, as exportações de dezembro de 2016 seguiram o recorde de novembro do maior total mensal de exportações de gado vivo desde 2013. As exportações para 2017 deverão aumentar para 85.000 cabeças.

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Fonte: USDA, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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