Bovinos de corte avançam na busca pela normatização

A elaboração de um sistema nacional de classificação de carcaças está em discussão na Comissão de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Independentemente da raça do animal abatido, serão considerados peso, idade, gordura e sexo. Uma proposta será formalizada até o final do ano junto à Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Carne Bovina do Ministério da Agricultura.

Segundo o veterinário Juliano Hoffmann, coordenador de Produção Animal da CNA, a iniciativa proporcionará melhor remuneração, tanto à indústria quanto ao produtor. A separação obedece três escalas.

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Foto: Arte ZH

A adesão será voluntária. Atualmente, 1,7% dos animais abatidos no país são classificados. Em 2015, das 35 milhões de cabeças abatidas, só 600 mil cabeças foram certificadas. Segundo Hoffmann, países como Estados Unidos e Rússia são mercados em potencial pois pagam melhor por estes produtos.

Já está definido que a indústria será responsável por esta verificação. Entretanto, ainda estão em debate como estes parâmetros serão aplicados para que os produtores tenham segurança de que a carcaça foi classificada corretamente.

O modelo foi baseado em protocolos de certificação já existentes, criados há mais de uma década pela Associação Brasileira de Angus e Associação dos Criadores de Nelore do Brasil. Mas, somente em 2015 foram reconhecidos pelo governo, por meio da Plataforma de Gestão Agropecuária do Ministério da Agricultura, que delegou a gestão dos protocolos à CNA.

Fonte: Zero Hora, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.


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