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SISBOV 2012

Quase todos os dias, ao longo de 2011, fui questionado sobre o futuro do SISBOV. É impressionante o número de pessoas ligadas ao agronegócio que me perguntam: “E ai Luciano, o que mudou no SISBOV?” A resposta que sempre dou é simples: ABSOLUTAMENTE NADA.

Fazendas aqui, florestas aqui também

Partindo-se do princípio de que o novo Código Florestal deverá resolver definitivamente as falhas legais da lei florestal e de que a regularização ambiental irá exigir ações dos produtores no sentido de comprovarem o cumprimento das novas regras, é possível antever que, em 2020, a fotografia do uso da terra no Brasil será outra.

Banco Central baixa a guarda e aumenta incertezas

O Banco Central e o Ministério da Fazenda aparentemente concatenaram uma ação conjunta visando a mudar o mix da política macroeconômica, conjugando um pouco confiável aperto fiscal a uma política monetária certamente mais frouxa, o que, no balanço, deveria manter o esforço – já não tão forte – de controle da inflação. Parece ter faltado, porém, o mesmo entendimento com o Ministério do Planejamento, cuja proposta orçamentária eleva as despesas de custeio em 15,9%, bem acima do crescimento previsto para o PIB.

De todo o agronegócio, produtor rural da pecuária é quem mais transferiu renda para a sociedade

Em termos monetários, a renda transferida pelo agronegócio da agricultura (lavouras) foi de R$ 398 bilhões (de 1996 a 2008). O setor pecuário (engloba diversas atividades deste ramo, como bovinocultura, avicultura, suinocultura etc) transferiu parcela ainda mais significativa: R$ 439 bilhões, o que representou 52% da transferência do agronegócio entre os anos de 1996 a 2008.

Cenário de incerteza leva commodities a nova turbulência

Num cenário mundial dominado por alto grau de incerteza como o atual, a reação dos agentes econômicos a qualquer evento, nem sempre relevante, tende a ser exagerada e, constatado o exagero, a ser revista logo. Agora, o estresse, já alto devido à crise na União Europeia, cresceu ainda mais pela controvérsia política nos EUA quanto à dívida pública. As Bolsas foram tomadas por forte turbulência, com tendência de queda. Os mercados de commodities também balançaram inicialmente para, a seguir, retomar maior firmeza, não estando afastadas novas recaídas. É recomendável, nesta altura, focar menos os dias turbulentos que correm e mais os fundamentos de curto e médio prazos.