ILPF: Um bom negócio para o produtor e para o país – Por José Luiz Tejon

Existe uma revolução no agronegócio iniciando e em andamento no Brasil. Chama-se ILPF e quer dizer, Integração Lavoura, Pecuária e Floresta.

Isso significa que numa mesma propriedade os produtores vão gerenciar, ao mesmo tempo, a produção de grãos, de vegetais, com gado, a proteína animal, e ainda gerar árvores, sejam estas árvores frutíferas ou nativas.

Tudo ao mesmo tempo e com ganhos sensacionais em sustentabilidade e em imagem do agro brasileiro para o mundo. Mas uma pergunta que se faz é, isso é mais lucrativo para os produtores? Quer dizer, dá mais trabalho e é melhor para a sustentabilidade do negócio, mas como fica no bolso do agricultor e pecuarista?

E a resposta é sim, também da mais lucro. O sistema Integração Lavoura Pecuária e Floresta oferece um retorno sobre o investimento, maior do que o sistema exclusivo de agricultura, ou só da pecuária.

O pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, Júlio César dos Reis, explica que cada passo é particular, pois são muitos os fatores que influenciam nos custos e nas receitas.

Foram analisadas quatro unidades  de referência tecnológica e econômica em Mato Grosso, tanto em propriedades mais favorecidas por momentos de preços melhores, quanto em outras, prejudicadas por situações desfavoráveis, com preço de soja alto e milho safrinha ainda pouco expressivo.

O sistema ILPF se mostra importante pela diversificação  das fontes de renda, principalmente numa atividade em que o produtor precisa pensar a longo prazo, e ter consciência dos riscos incontroláveis do curto prazo, como clima, dólar e custos.

A Integração Lavoura Pecuária e Floresta, um bom negócio para o produtor e para o país.

Por José Luiz Tejon Megido,  Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), diretor do Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rádio Jovem Pan.

3 opiniões sobre “ILPF: Um bom negócio para o produtor e para o país – Por José Luiz Tejon”

  • Paulo Cesar Bastos - 29/08/2016

    Prezado José Luiz Tejon Megido

    O seu texto aborda novos modos para um mundo novo. Vale lembrar que, além de admirável, esse mundo novo é inevitável. Posto isso, precisamos em lugar do antiquado “não pode” desenvolver e fomentar o inovado “como pode”. Não existem soluções mágicas para o desenvolvimento.

    Encaminho, a título de contribuição ao importante tema do seu oportuno artigo, algumas reflexões. Participar é preciso.

    Assim, é preciso preservar e produzir. Ao mesmo tempo em que é necessário preservar a floresta em pé é fundamental produzir alimentos, celulose, fibras e biocombustíveis para o país viver e, também, vender para crescer. Um caminho para a solução, uma vereda para a salvação, está na integração lavoura-pecuária-silvicultura. Compreender, também, que o semiárido brasileiro não é problema, mas, sim, uma das soluções.

    Ler mais no meu artigo: Brasil tem o desafio de preservar e progredir
    Disponível, acessando o link:
    http://www.eniopadilha.com.br/artigo/5680

    Grato por sua atenção, encaminho cordiais saudações sertanejas

    Paulo Cesar Bastos
    Engenheiro e produtor rural

  • FIDELIS ITAMAR DE QUEIROS - 02/09/2016

    Tenho a firme convicção que a ILP ou ILPF não tem volta para aqueles que queira sobrevier, ainda explora-se com maior volume a plantação de arvores focando na madeira e energia, porem, a curto prazo devemos voltar os olhos para as frutíferas no sentido de maior valor agregado. Temos opções de mangas, limoeiros, tangerinas, pinhas, dentre outros que após determinado porte os animais não agridem. Não se pode perder de vista também que nas APPs, são permitidos plantio de exóticas, as frutíferas podem ser consideradas. Estamos rasgando dinheiro, o momento é agora.

  • márcio antonio guimarães de almeida - 18/09/2016

    ótimas ideias!

Os comentários estão encerrados.


ou utilize o Facebook para comentar