Brasil avança no debate sobre bem-estar animal

A inclusão de peixes no abate humanitário, a criação de novas formas de identificação de equinos e bovinos, com a substituição da marca a fogo, e o estímulo à implantação de sistemas que não usem gaiolas para as aves de postura foram algumas das propostas de políticas públicas debatidas durante o treinamento em boas práticas e bem-estar animal, nesta semana, na Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), em Brasília. Cerca de 140 técnicos de todo país participaram do evento, promovido pelas secretarias de Defesa Agropecuária e de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Uma das participantes do encontro, a professora Carla Molento, da Universidade Federal do Paraná (UFPR),  propôs o uso dos dados do Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF) para ampliar a implantação de sistema de bem-estar animal.

O evento reuniu técnicos dos setores públicos e privado, além de representantes da academia.

Durante o encontro, que terminou nesta sexta-feira (14), também foi discutido o transporte seguro dos animais com caminhões adequados às espécies, conforme determina a nova resolução do Contran. Outros temas abordados foram o controle do gás utilizado para o sacrifício de animais em caso de surtos de doenças e a necessidade do uso racional dos antimicrobianos (antibióticos) para evitar a criação de resistência a esses medicamentos.

Fonte: Mapa, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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